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História da Raça

A origem da raça está imersa em um cenário de opiniões e teorias controversas. Algumas baseadas em pinturas antigas, sustentam que o whippet existe como raça reconhecida desde os tempos mais remotos. Enquanto outras afirmam que a raça só passou a existir no final do século dezenove, quando greyhounds foram cruzados com terriers, e mais tarde com o greyhound italiano a fim de produzir um cão pequeno e veloz para caçar coelhos e depois para corrida.

 

Nesta época o greyhound era um cão de propriedade apenas dos nobres. Por isso o whippet ficou conhecido como o 'greyhound dos pobres' - principalmente trabalhadores das minas das cidades do norte da Inglaterra. Como as corridas eram promovidas em pistas retas e seus donos aguardavam ao final delas balançando um paninho, este esporte ficou conhecido na época como a 'corrida do pano'.

 

O American Kennel Club registrou o primeiro whippet em 1888. O cão foi Jack Dempsey e nasceu em 23 de setembro de 1885. Ele foi criado por PH Hoffman da Filadélfia. O reconhecimento oficial da raça pelo Kennel Club Inglês aconteceu em 1891 na Inglaterra.

 

Na primeira edição do livro do Sr. Frederick Lloyd Freeman, 'The Whippet and Race Dog' publicado em 1894, ele confirmou que o whippet foi originalmente produzido por um cruzamento entre o greyhound e o terrier. Fitter BS também comentou em seu livro 'The Show and Working Whippet' publicado em 1947, que os mineiros de Northumberland e Durham produziram o whippet para corridas. E ainda salientou que o sangue terrier deu a tenacidade, enquanto o sangue greyhound emprestou sua velocidade, resistência e conformação.

 

No entanto, já em 1907, haviam suspeitas de que a raça whippet era muito mais antiga do que algumas centenas de anos. Em um artigo de FC Hignett em 'Whippets in the New Book of the Dog' publicado neste mesmo ano, ele afirmou que as corridas de whippet aconteciam principalmente para as classes trabalhadoras, os mineiros de Lan Cashire, Yorkshire, Durham e Northumberland. Ele também comentou que existiam evidências de que o whippet existia como raça, antes mesmo das exposições de cães e de registros de pedigree. Reconheceu ainda que o greyhound tem a sua cota na genética do whippet, não só por ter a aparência de um greyhound em miniatura, mas porque a finalidade para qual ele foi criado também é muito semelhante a do seu protótipo maior. 

 

W. Lewis Renwick escreveu em 1956 sobre a teoria do cruzamento entre o greyhound e o terrier: "Eu não acho que esta evidência é forte o suficiente para estabelecer esta reivindicação. Parece uma maneira tão fácil de obter a resposta, pois é óbvio que o whippet é o tipo greyhound (é tão óbvio que o galgo italiano é do tipo greyhound também). Mas eu nada posso ver no whippet que lembre a conformação de um terrier." Ele acreditava que whippets e greyhounds italianos seriam simplesmente galgos reduzidos. Lewis afirmou que  os galgos tem sido retratados por artistas há milhares de anos e que ele é "forçado a concluir que a única prova real que temos sobre a origem dos nosso whippets será encontrada em obras de arte antigas." 

 

CH Douglas Tood em seu livro 'The Popular Whippet', publicado em 1961, confirmou a teoria de Lewis. Ele comentou que os gregos retrataram cães do tipo greyhound em estátuas de cerâmica. E que o menor tipo destes cães parecia muito com o whippet em forma e tamanho. Restam poucas dúvidas de que o grupo de cães greco-romano (agora no Museu Britânico), encontrado no Monte Cagnolo perto de Laneivum, é uma bela obra de arte que descreve tipicamente dois cães da raça whippet do que qualquer outra raça. Outras obras de arte que mostram cães do tipo whippet são 'Joachim with Shepards' por Giotto 1350, 'The Light of the World' por Menline 1450 e o 'Vision of St. Hubert' por Darer.

 

No livro 'The English Whippet', publicado em 2004, E.G. Walsh e Mary Lowe defendem a fascinante teoria de que "com cruzamentos selecionados, de um mesmo banco genético, se pode, em algumas gerações, produzir um greyhound italiano e um greyhound de uma linha de sangue originariamente de whippets". 

 

Segundo a classificação da Confederação Brasileira de Cinofilia e a Federação Cinológica Internacional (CBKC/FCI) eles são integrandes do Grupo 10. No mesmo grupo encontramos outras raças, entre elas as mais populares são o Greyhound, Saluki, Borzói, Italian Greyhound e Afgan Hound. Os cães destes grupo são comumente conhecidos como GALGOS (nome adotado pela cinofilia portuguesa), SIGHTHOUNDS (que significa cães que caçam pela visão), GAZEHOUNDS (alusão a caça de gazelas) e WINDEHUNDE (que em alemão significa cão dos ventos).

 

O whippet de hoje mantém seu instinto de caçador, mas seria impossível escrever sobre a raça, sem mencionarmos a sua maravilhosa aptidão para ser um cão de companhia. Sem dúvida, hoje são os cães mais versáteis de qualquer grupo canino. Seu tamanho, pelagem curta e de fácil manutenção, e principalmente seu temperamento estável e amável faz dele um excelente animal de estimação para os mais diferentes estilos de vida.  Além de serem excelentes companheiros para atividades ao ar livre, adoram estar dentro de casa, junto ao seu dono no sofá da sala.

 

Referências:

- Hignett G.C., The New Book of the Dog, Cassell and Companu, London, Paris, New York, Torono and Melbourne, 1907

- Renwick L.. The Whippet Handbook, Nicholson and Watson, London, 1956.

- The Modern Dog Encyclopedia, The Telegraph Press, 1953

- Todd C.H.D., The Popular Whippet, Arco Publishing Company, New York, 1961.

- Walsh E.G., Lowe M., The English Whippet, Coch-y-Bonddu, 2004

- Whippet History 

http://whippethistory.wordpress.com/2011/02/12/originwhippet/